Minha intenção era ter postado esse texto ontem (18/02), porem fiquei procrastinando e cá estou compartilhando esse momento com vocês só agora, na verdade a um ano atrás eu venho compartilhando esses momentos com vocês, mais que momentos, a construção de um sonho de infância que eu nunca imaginei que estivesse realizando ele agora.

18 de fevereiro de 2019 o começo de uma nova jornada, de um sonho de criança, de uma criança que se tornou um quase adulto e nunca deixou de acreditar nos seus sonhos, eram e são na verdade vários, mas tem um, um único, que era o maior de todos, que quando crescesse queria ser JORNALISTA.

Garoto tímido, de poucas palavras (gosto mais de ouvir as pessoas e aprender o que elas tem a ensinar) da zona rural, de uma cidadezinha do interior do Piauí, lá onde a educação e a saúde sãos as áreas de formação mais procuradas. E se tem uma coisa que eu ouvi bastante, foi essa frase “Jornalismo? Jornalismo não tem área de trabalho aqui onde a gente mora não, escolha algo da saúde ou da educação.”

E aí, deixar de acreditar no meu sonho e ao mesmo tempo que eu estaria fazendo isso eu estaria deixando de acreditar em mim mesmo, e em minhas capacidades ou seguir meu sonho mesmo sabendo que para isso eu teria que abrir mão de tantas coisas? Ah meu Deus e agora... mande uma luz para esse seu filho aqui que já não sabe mais o que fazer.

A resposta dele (Deus) veio no dia 28 de janeiro de 2019, não dá para escrever aqui o tamanho da emoção que foi ver o PARABÉNS, VOCÊ FOI SELECIONADO NA CHAMADA REGULAR, ao abrir o site do SiSU umas 14h40 e ver que eu tinha sido aprovado em Jornalismo na Universidade Federal do Piauí.

Foi uma mistura de tantos sentimentos que eu acredito que o sistema operacional do meu corpo bugou horrores (hahahaha). 

Matrícula pronta, e agora? Agora que estava só começando, cidade nova, vida nova, tudo novo. Será se era a hora de dizer SOCORRO e largar tudo e volta para trás? Acredito que se eu não acreditasse tanto nos meus sonhos a resposta para a pergunta anterior seria sim.

Não vou mentir, os primeiros meses na rotina nova foram os mais difíceis, quantas e quantas vezes os baixos da vida quis passar a perna em mim, me fazendo desacreditar nos meus sonhos. Quantas e quantas vezes sozinho no corredor daquela imensa universidade, eu pensei em jogar tudo para o ar e voltar para casa.

Deus, como nunca em momento algum da minha vida me deixou sozinho, dessa vez não foi diferente, colocou no meu caminho para andar junto comigo anjos que fizeram eu esquecer minhas tristezas quando eu estava triste e todos aqueles pensamentos negativos.

Anjos que eu chamo de rivotril (hahahaha) que estamos juntos em todas as batalhas (mesmo as vezes aqui e ali a gente perdendo a paciência uns com os outros) lutamos juntos e vamos vencendo cada uma dessas batalhas, as vezes apanhando feito uns condenado, mas no final a união faz a força e a gente sai vitoriosos.


Como não citar aqui a primeira vez que apareci na TV, dançando quadrilha (que eu amo) sendo puxado pelo apresentador para entrar na roda. Que micão meus amigos, que micão hahaha Mas se tiver essa oportunidade de novo, vou com tudo de novo, mesmo ainda não tendo terminado de pagar as prestações da vergonha anterior.

Por que também não falar do primeiro imprenso? Da primeira entrevista? Da primeira matéria? Foi loucura, loucura, loucura (como diz o Luciano Huck) mas que no final deu tudo certo e ficou tão maravilhoso que eu estou pensando em colocá-lo em um quadro e deixar para sempre estampando a parede do meu quarto.

Tanta coisa me aconteceu nesse primeiro ano que se eu for citar tudo aqui eu faço um livro. Mas resumidamente teve ensaios fotográficos, teve eu me perdendo na capital (devido a contratempos) para depois poder me encontrar e aprender a andar sozinho por ali, roles com os amigos e mais um montão de coisas. 

E por fim gostaria de agradecer a Deus que sempre esteve e está comigo, a minha família, as minhas amigas, aos meus amigos do curso e a cada um que de alguma forma está comigo. E dizer que esse é apenas o começo de uma nova história que só está começando na minha vida, e também dizer que já estou pronto para esses novos períodos que estão chegando.